Para-brisa trincado tem jeito? Descubra se é possível reparar o componente

Para-brisa trincado tem jeito? Descubra se é possível reparar o componente

Quem nunca se viu diante de um para-brisa trincado e ficou preocupado se era possível consertar? A boa notícia é que é possível, mas existem regras e critérios a serem observados.

Neste artigo, vamos explicar o que diz a legislação e as melhores práticas para tratar de trincas no para-brisa do seu carro. Continue lendo e fique por dentro!

Principais conclusões do artigo

  • Trinca no para-brisa tem conserto, mas dentro de regras. A Resolução 216 do Contran define exatamente o que pode ser reparado e o que obriga a troca do vidro.
  • Carros de passeio podem ter no máximo dois danos: trincas de até 10 cm e fraturas circulares de até 4 cm de diâmetro.
  • A área crítica de visão do condutor não aceita reparo. Ela corresponde à metade esquerda da região varrida pelo limpador, mais uma faixa de 2,5 cm nas bordas do vidro.
  • Circular fora das regras é infração grave: multa, cinco pontos na CNH e retenção do veículo até a regularização.
  • Proteger a trinca com uma fita aumenta a chance de o reparo com resina dar certo. Mas essa é apenas uma medida emergencial, não substitui a ida à oficina.
  • Quando o dano não se enquadra nos critérios, a solução é trocar o vidro inteiro, sempre com peça original e mão de obra especializada, porque o para-brisa é item estrutural de segurança.

Entenda o que diz a legislação

A Resolução nº 216 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabelece critérios e limitações específicas para o reparo de para-brisas em veículos automotores.

Ela alinha-se com as Normas Brasileiras da ABNT para fixar condições de segurança e minimizar riscos de lesões aos ocupantes dos veículos.

Critérios da legislação

Veja o que a Resolução 216 estabelece:

  • Na área crítica de visão do condutor e em uma faixa periférica de 2,5 centímetros de largura das bordas externas do para-brisa não devem existir trincas e fraturas de configuração circular, e não podem ser recuperadas.
  • A área crítica de visão do condutor é a metade esquerda da região de varredura das palhetas do limpador de para-brisa.

Nos para-brisas dos veículos são permitidos no máximo dois danos, exceto nas regiões definidas no tópico anterior, respeitando os seguintes limites:

I – Trinca não superior a 10 centímetros de comprimento;

II – Fratura de configuração circular não superior a 4 centímetros de diâmetro.

– Leia também: 6 Cuidados com o carro que você deve ter regularmente

Regras para ônibus, micro-ônibus e caminhões

No caso desses veículos, a área crítica de visão do condutor é aquela situada à esquerda do veículo determinada por um retângulo de 50 centímetros de altura por 40 centímetros de largura, cujo eixo de simetria vertical é demarcado pela projeção da linha de centro do volante de direção, paralela à linha de centro do veículo, cuja base coincide com a linha tangente do ponto mais alto do volante.

Nos para-brisas desses veículos, são permitidos no máximo três danos, exceto nas mesmas regiões definidas para veículos de passeio, respeitados os seguintes limites:

I – Trinca não superior a 20 centímetros de comprimento;

II – Fratura de configuração circular não superior a 4 centímetros de diâmetro.

Penalidades por circular com para-brisa trincado

O descumprimento das normas resulta em infração grave, gerando cinco pontos na carteira de habilitação, multa de trânsito de R$ 195,23, além da retenção do veículo para regularização.

Procedimentos iniciais de segurança

Caso você se depare com o para-brisa trincado, indicamos que você proteja o local afetado com uma fita, de modo a aumentar as chances de sucesso do reparo. Essa é uma prática emergencial, mas que contribui para evitar maiores danos.

Mas, você ainda deve buscar o serviço de reparo o mais rápido possível.

A média de valores para o conserto de para-brisa é de R$ 250, e a duração é de aproximadamente 40 minutos.

– Leia também: Insulfilm de carro: como escolher o tipo correto para você?

Reparação do para-brisa trincado com resina

Especialistas indicam que trincas pequenas, com até 10 centímetros, podem ser reparadas com a restauração do para-brisa por meio da aplicação de uma resina que seca com luz ultravioleta.

Quando é necessário substituir o para-brisa?

Caso os critérios listados pela resolução do Contran para o reparo não sejam atendidos, será necessário substituir o para-brisa inteiro. A substituição também é recomendada quando o vidro apresenta riscos causados pelo limpador de para-brisa ou quando o dano estiver na área de visão do motorista.

O procedimento de troca do para-brisa é simples, mas deve ser realizado com especialistas que trabalham com peças originais e de qualidade, de modo a garantir a segurança do veículo.

– Leia também: Manutenção Fiat: entenda como funciona e conheça os pacotes da Delta Fiat

FAQ

O seguro do carro cobre o reparo ou a troca do para-brisa?

Na maioria das apólices, vidros não entram na cobertura básica , ou seja, é preciso contratar a cobertura específica de vidros, que costuma ter franquia reduzida ou isenta. Vale conferir sua apólice antes de pagar o serviço do próprio bolso.

Carro com para-brisa trincado passa na vistoria de transferência?

Depende do tamanho e da localização do dano. Se a trinca estiver dentro dos limites da Resolução 216 e fora da área crítica de visão, normalmente não há impedimento; fora disso, a reprovação é bem provável.

Uma trinca pequena pode aumentar sozinha?

Pode, e com frequência aumenta. Variações bruscas de temperatura (ligar o ar-condicionado no máximo com o vidro quente, por exemplo), buracos e batidas de porta propagam a fissura. Por isso o reparo rápido costuma custar bem menos que a troca.

Depois do reparo com resina, posso dirigir na hora?

Sim. A resina cura com luz ultravioleta ainda na oficina, então o carro já sai liberado. A recomendação usual é evitar lavagem com alta pressão sobre o ponto reparado nas primeiras horas.

Trocar o para-brisa afeta os sistemas de assistência ao motorista?

Em modelos com pacote ADAS, a câmera fica fixada no para-brisa. Depois da troca, o sistema precisa ser recalibrado por equipe especializada; sem isso, recursos como alerta de saída de faixa e frenagem automática podem não funcionar corretamente.

Banner para agendamento de revisão na Delta Fiat

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *